A vida não tem cura e não há nada que possa ser feito a respeito. A não ser rir de si mesmo e nunca fazer parte de um grupo que topasse aceitá-lo como membro. Lançar mão de subterfúgios pode ser uma boa pedida. Copiar frases alheias também. É portanto o que William Oliveira tenta fazer aqui. De rebelde depressivo a escritor improdutivo e impublicável, assume agora a pecha de coitadinho frustrado com a plena certeza de que enganará alguém. Conseguirá? Certamente não o comitê deliberativo do Prêmio Jabuti, mas muito provavelmente meia dúzia de olhos generosos que assumirão o status de leitores.

Já está de bom tamanho. Melhor do que prestar concurso público para a Polícia Federal. Afinal, não poderia haver pior determinismo biológico para alguém que jura carregar um projeto literário.

Que o espectador tenha a gentileza de manter a ilusão desta pobre alma…

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